sábado, 20 de agosto de 2016

Risca de Carvão X Pata de Avenca

Pata de Avenca sentiu a luz do Sol penetrar pelos galhos do grande arbusto que formava a Toca dos Aprendizes. Ela piscou lentamente e bocejou, não havia mais nenhum gato na Toca além dela. Era seu primeiro dia como uma Aprendiz, e ela estava mais ansiosa do que nunca! Pata de Avenca trotou em direção à Clareira, a procura de seu novo mentor, Risca de Carvão. O gato negro estava sentado ao lado de um arbusto de urtigas, conversando com Rabo Longo. Pata de Avenca parou por um segundo, e começou a pentear sua bela pelagem acizentada com manchas mais escuras. Ela queria estar bonita para o seu primeiro dia como uma Aprendiz, e após acabar de se arrumar ela trotou em direção ao mentor.
— Olá Risca de Carvão! — Ela miou com animação, enquanto se sentava em frente ao Guerreiro.
— O que você quer? — Risca de Carvão disparou, sem nenhum sinal de felicidade ou empolgação em relação à nova Aprendiz. — Não vê que estou ocupado?
— Ah, me desculpe... — Ela se encolheu, sentindo-se ressentida pelo tom do gato. — Eu achei que iríamos treinar hoje... Mas se você não quiser tudo bem.
Risca de Carvão bufou, e se voltou novamente para Rabo Longo. Os dois começaram a cochichar, mas Pata de Avenca não conseguiu escutar o que diziam. Rabo Longo se inclinou sobre a orelha de Risca de Carvão e murmurou alguma coisa que fez os olhos do Guerreiro cinza escuro brilharem com empolgação.
— Está bem, — Risca de Carvão se levantou e deu um passo à frente. — Acho que você vai adorar o que vamos fazer hoje!
Um sorriso surgiu no rosto de Pata de Avenca, e ela foi saltitante em direção à saída do Acampamento. Risca de Carvão estava logo atrás dela, e tinha um olhar malicioso estampado em sua face. Antes de desaparecer no túnel de tojos, ele lançou um último olhar para Rabo Longo. Os dois Guerreiros soltaram risadas malvadas, e Rabo Longo fez um sinal com a cauda para que Risca de Carvão fosse atrás da Aprendiz.
"Ah Rabo Longo," Risca de Carvão pensou consigo mesmo enquanto caminhava lado a lado com Pata de Avenca, indo em direção ao Vale de Areia. "O que eu faria sem você e essas suas ideias geniais?".
Quando os dois gatos finalmente chegaram ao Vale de Areia, onde os aprendizes costumavam treinar com seus mentores, Pata de Avenca disparou em direção ao centro do local. Seu coração estava acelerado, e seus belos olhos verdes faiscavam com entusiasmo.
— Nossa! — Ela miou, um pouco ofegante de tanto correr de um lado para o outro. — Aqui é tão grande! O que vamos treinar primeiro?
Risca de Carvão não respondeu, apenas se aproximou lentamente da Aprendiz com um olhar sombrio. Ela não notou a expressão macabra do Guerreiro, e foi pega de surpresa quando ele pulou sobre suas costas e a derrubou com força no chão arenoso.
— O que você está fazendo?! — Ela gemeu, enquanto se contorcia numa tentativa de se livrar do Guerreiro.
— Shhh! — Ele sussurrou na orelha dela. — Fique quietinha!
Risca de Carvão diminui seu peso sobre a gata, e se afastou um pouco dela. Pata de Avenca estava trêmula, e não ousava se mexer.
— Isso mesmo. — Ele ronronou, enquanto cravava as garras lentamente sobre o quadril da gata.
Pata de Avenca soltou um pequeno guincho de dor, e mais uma vez tentou se livrar do Guerreiro... Mas ele era muito mais forte do que ela.
— Eu estou com medo Risca de Carvão... — Ela gaguejou, seu corpo inteiro tremendo.
— Não se preocupe. — O gato malhado de tons escuros respondeu, e puxou o quadril de Pata de Avenca para si. — Isso só vai doer um pouquinho! E além do mais, você vai ter que se acostumar com isso porque é uma coisa muito comum entre mentores e aprendizes.
Pata de Avenca engoliu em seco, ela sentiu seu quadril ser puxado por Risca de Carvão. Alguma coisa dura e espessa estava sendo pressionada contra sua abertura, mas como estava de costas para o gato ela não conseguiu ver o que era.
— Isso pode doer um pouco na primeira vez, — Ele miou, esfregando seu pênis cheio de tesão na vagina rosada da Aprendiz. — Mas não importa o quanto doloroso isso seja, você vai ter que ficar quieta!
Ela acenou com a cabeça, não sabia o que aconteceria com ela se gritasse... Mas decidiu ficar em silêncio, assim como Risca de Carvão havia ordenado. Pata de Avenca sentiu um sentimento estranho tomar conta dela, sua vagina estava ficando cada vez mais quente e sua respiração estava ofegante. Risca de Carvão respirou fundo, e pressionou seu membro contra a abertura virgem de Pata de Avenca, de modo que seu pênis começou a pentear lentamente nos interiores da gata.
— Sabe essa sensação que está tendo? — Ele acariciou a cabeça da Aprendiz com sua pata. — Não é boa?
— Acho que sim... — Pata de Avenca miou com dificuldade. — Mas está me machucando, eu sinto como se estivesse sendo empalhada.
Risca de Carvão mordeu a nuca da Aprendiz, e aumentou o ritmo das estocadas. Era tão bom ter uma vagina virgem e pequena a sua disposição! Ele sentia sem membro ser inundado pelos líquidos quentes da gata, isso era tão bom.
Ela estava com falta de ar, e mal tinha forças para mexer seu corpo. Risca de Carvão agarrou o quadril da gata novamente e começou a fazer movimentos circulares com ele.
— Para por favor... — Ela sussurrou, usando todas as forças que lhe restaram. — Está doendo muito...
— Eu disse que era para você ficar quieta! — Risca de Carvão sibilou, sua pelagem escura se eriçando por causa da raiva. — Agora você vai descobrir o que é dor de verdade!
E assim que disse isso, ele retirou o pênis da vagina da Aprendiz. Agora, a abertura da Aprendiz estava bem maior do que antes da transa. O Guerreiro desembainhou as garras afiadas e começou a acariciar a vagina recém-fodida de Pata de Avenca. Como era uma parte muito sensível para os gatos, foi fácil fazer cortes nela com suas garras pontudas. Pata de Avenca soltou um gemido agudo de dor, que ecoou pela Floresta. Risca de Carvão gelou de medo, será que algum gato iria vir até eles? Ele não podia correr esse risco. Mas ao mesmo tempo, ele sabia que devia castigar a Aprendiz, então ele introduziu as garras na abertura. O sangue começou a sair em abundância pela vagina de Pata de Avenca, e ela começou a chorar de dor.
— Me largue seu monstro! — Ela choramingou, sentido o sangue escorrer pela sua barriga.
Nesse exato momento um gato marrom escuro saiu dos arbustos que circundavam o Vale. Embora sua visão estivesse embaçada, Pata de Avenca conseguiu ver que era Pelagem de Poeira. O jovem guerreiro correr até Risca de Carvão, e pulou sobre o cangote do gato malhado.
— Deixe essa Aprendiz em paz, Risca de Carvão! — Pelagem de Poeira sibilou, enquanto cravava suas garras no ombro de Risca de Carvão.
Os dois guerreiros começaram a lutar ferozmente, e Pata de Avenca se encolheu em um canto da Clareira. O sangue ainda estava escorrendo pela sua vagina ferida, e ela estava chocada com a experiência que acabara de vivenciar. Ela observava os dois gatos lutarem, e torcia para que Pelagem de Poeira desse uma lição em Risca de Carvão! Os desejos da Aprendiz, afinal se tornaram realidade.
Pelagem de Poeira era bem mais jovem que Risca de Carvão e se movia com mais agilidade e rapidez. Na final, Risca de Carvão, caiu no chão exausto e sem forças para lutar. Pelagem de Poeira estreitou os olhos para ele, com um misto de desgosto e nojo em sua expressão.
— Risca de Carvão, — Ele mia se afastando e deixando-o largado em meio a areia do solo. — Você me dá nojo!
O guerreiro negro estava muito cansado para responder, ele estava com alguns ferimos... Mas nenhum era grave o suficiente para matá-lo. Pelagem de Poeira foi em direção a Pata de Avenca, e estava com uma expressão gentil estampada em seu semblante cor de âmbar.
— Obrigada, — A Aprendiz miou, ainda encolhida nas sombras de uma samambaia. Ela ainda estava chorando. — Você salvou minha vida, Pelagem de Poeira.
— Eu sinto muito Pata de Avenca... — Havia dor na voz do Guerreiro, ele se agachou e se sentou ao lado da gata. — Queria poder ter chegado antes e impedido que isso acontecesse.
Pata de Avenca apoio a cabeça no ombro do Guerreiro, e suas lágrimas começaram a escorrer pela pele marrom do Guerreiro. Ele encostou seu focinho sobre a testa da Aprendiz, e deu uma lambida carinhosa em suas orelhas.
— Pelagem de Poeira, — Ela murmurou, pressionando seu corpo contra o dele. — Eu não quero que o Clã saiba do que aconteceu...
— Como assim? — Pelagem de Poeira respondeu, com um tom ultrajado. — Risca de Carvão tem que ser punido!
Pata de Avenca deixou sua cabeça pender sobre as patas, e ficou por alguns segundos em silêncio. O guerreiro a envolveu com a cauda, puxando-a para perto de si.
— Eu foi uma tola para confiar em Risca de Carvão! — Ela suspira, arranhando o solo com as patas. — Não queria que os outros gatos pensassem isso de mim.
Pelagem de Poeira fitou a gata, e ele viu que ela estava falando a verdade. Ele hesitou por alguns segundos, mas era impossível discordar dela quando se estava hipnotizado por esses lindos olhos verdes.
— Está bem, — Ele cede, e se inclina para frente em direção a orelha de Pata de Avenca. — Mas me prometa que nunca mais vai deixar ele te machucar de novo!
— Eu prometo. — Ela mia com confiança, enxugando as lágrimas de seu rosto com as patas e abrindo um sorriso fraco.
Pelagem de Poeira lambeu a testa dela uma última vez, e a Aprendiz ronronou. É incrível de onde o amor surge, tão inesperado, tão repentino... Às vezes ele surge nas situações mais improváveis, mas é isso que o faz misterioso e mágico.



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